Esculturas adornam túmulos no Cemitério da Consolação

A escultura em bronze de Nicolla Rolo representa Euterpe, musa da música na mitologia grega. A peça de 1926, que adorna o túmulo do maestro Luigi Chiafarelli, traz a divindade com expressão alquebrada, chorando a morte do artista.
Victor Brecheret assina não apenas a escultura, mas também o projeto de um túmulo. Finalizada em 1938, a obra em bronze representa um anjo, de traços orientais e asas alongadas, que traz uma auréola nas mãos. Há outras duas obras do artista no cemitério.
O maranhense Celso Antonio de Menezes é autor da obra esculpida em granito polido que compõe um mausoléu. Sem data de criação definida, a escultura é uma das imponentes do cemitério. De ombros curvados e cabeça baixa, a figura feminina impressiona pelos traços de influência egípcia. O artista possui outra obra no local.
Autor de ícones da paisagem da cidade, como o Obelisco do Ibirapuera, o italiano Galileu Emendabili é responsável por uma das mais significativas peças do conjunto escultórico do cemitério. Talhado em mármore travertino, o mausoléu de 1953, chama-se O Adeus. Em relevo, uma figura de mulher tem os cabelos ao vento e o braço flexionado, num gesto em que se despede do marido e da filha.
Há registros de que a obra Solitudo (1926), de Francisco Leopoldo e Silva, seria o primeiro nu do cemitério. Talhada em granito apicoado, a escultura que representa a solidão traz uma mulher sentada, recoberta por um véu translúcido que deixa entrever suas formas voluptuosas. A poucos metros dali, está um outro importante conjunto escultórico em bronze do artista.
Cemitério da Consolação
Rua da Consolação, 1.660
Segunda a Domingo das 7h às 18h
Visitas monitoradas devem ser agendadas pelo tel.: (11) 3396-3815
Grátis
Fonte: Guia da Folha Online
Sem comentários »Sede do Banco Real abre exposição de Natal
O edifício sede, em São Paulo, se transformou em um cenário lúdico e envolvente. A já tradicional exposição de Natal do Banco Real tem como tema Escola de Papai Noel, que busca inspirar e convidar todos a reiventarem seus hábitos cotidianos para juntos darmos um grande presente para o futuro.
Na Escola de Papai Noel cada um pode descobrir formas de transformar o presente, mudando atitudes em busca do desenvolvimento sustentável. Todos somos convidados a assumir o papel de Papai Noel e dar um verdadeiro presente para o futuro, diz Fabiane Rossi, da área de Desenvolvimento de Novos Projetos e Patrocínios e coordenadora das atividades de Natal deste ano.
Há nove anos a Organização investe em elaboradas decorações natalinas na praça central do prédio da Avenida Paulista e já há algum tempo aborda temas que transmitem valores importantes como: Natal da Reciclagem (2003), Natal das Águas (2004), Consumo consciente dos produtos da floresta (2005) e Natal da Diversidade (2006).
As exposições do Banco já são conhecidas do grande público e para este ano são aguardados 200 mil visitantes de todas as idades, funcionários, clientes e não-clientes. As escolas interessadas, inclusive, podem agendar excursões guiadas com turmas de até 60 crianças.
Programe-se!!!
Exposição de Natal do Banco Real
Sede Banco Real - Avenida Paulista
De 26 de novembro de 2008 a 4 de janeiro de 2009
Apresentações do Coral & Musicantes, e Show de Papais Noéis
Mais Informações: (11) 3069-9038
Sem estrelas e poluído, céu de São Paulo atrai olhares
Estrelas quase não são vistas na maioria dos dias e a lua também não é semelhante àquela observada no sertão e que virou tema da canção mais conhecida de Catulo da Paixão Cearense. Mas, mesmo com a poluição e o excesso de luminosidade, ainda há quem levante a cabeça e pare para admirar o tão criticado céu de São Paulo. E, para surpresa de muitos, descobrir beleza nisso.
Paulo Roberto Aleixo, 46 anos, é taxista e morador de M´Boi Mirim, nas horas vagas – ou num espacinho entre uma corrida e outra – que , assume o pseudônimo de Robert Portoquá, passa a realizar uma das atividades que mais gosta. Nas fotografias, ele encontra a beleza escondida da capital paulista e, justamente no céu, uma de suas principais inspirações.
“Acordo às 5h30 para trabalhar e vejo o nascer do sol da minha janela. Tiro fotos fantásticas. Aí, mostro para as pessoas e elas não acreditam quando eu digo que é São Paulo”, conta Portoquá. Para o paulistano que mora no sétimo andar de um prédio na periferia, o nascer e o pôr do sol na maior cidade do país tem um colorido impressionante, e as noites de céu limpo e lua cheia só realçam a iluminação sofisticada dos prédios altos.
Arco-íris, pipas, pássaros raros migrando de volta para a cidade. São vários os temas das fotos de Portoquá envolvendo o céu paulistano. “Há muito o que se admirar em São Paulo. A Praça do Pôr do Sol, na Vila Madalena; o Parque Villa-Lobos; o Pico do Jaraguá; o Terraço Itália; e o edifício do Banespa são lugares onde se pode ter uma visão grandiosa da cidade”, diz.
Grandiosa é exatamente a definição da visão que, todos os dias, o também paulistano Américo Jacoto Júnior, de 48 anos, tem do céu de São Paulo. Piloto de helicóptero há dez anos, ele conta que, ao longo desse tempo, observou muitas mudanças no espaço aéreo em que trabalha. “Em primeiro lugar, um número maior de helicópteros. Neste ano, atingimos o tráfego número um do mundo. Tem congestionamento no céu paulistano. A poluição também cresceu. Quem está embaixo não imagina o que é a poluição em cima. Quando você decola, principalmente no inverno, entra em um manto preto.”
Mas, mesmo com os problemas, ele confessa que ainda pára para admirar o céu paulistano. “Uma noite de verão com uma lua cheia, não tem coisa mais bela. Ver a lua nascendo e você voando. Voar em São Paulo à noite, ver aquela imensidão de luzes. Às vezes, quando você vem voando de fora, a lua se torna seu guia e ilumina seu caminho nessa cidade.”
E não é só pela lua à noite e pelas cores ao longo do dia que o céu de São Paulo ainda merece ser observado. Quem entende do assunto, afirma que alguns astros também podem ser avistados pela cidade com brilho intenso. Alguns planetas como Vênus, Marte, Saturno e Júpiter e estrelas como as Três Marias – que pertencem à constelação de Orion -, a Sírios (a mais brilhante do céu, que pertence à constelação do Cão Maior) e a constelação de Touro podem ser vistos, dependendo do bairro onde se esteja.
“Por exemplo, nesta época, consegue-se ver Marte e Vênus facilmente, por volta das 19h. Basta olhar para a direção oeste, a do pôr do sol, que se avista dois astros muito brilhantes. O de baixo é Vênus e o de cima é Marte”, conta o engenheiro químico Tasso Napoleão, que dá aulas de Astronomia na USP.
Mas, além da beleza, há quem encontre algo bem mais curioso ao olhar para o céu de SP. Pesquisador de Ufologia há 42 anos, o engenheiro Claudeir Covo afirma que o melhor documento técnico referente à existência de óvnis (objetos voadores não identificados) foi feito nos céus da capital paulista.
No dia 29 de maio de 1986, dez dias após o incidente que ficou conhecido como a “noite oficial dos óvnis no Brasil”, um cinegrafista filmou de cima do Edifício Banespa, na região central da cidade, um objeto que não soube identificar.
“Eles estavam fazendo um comercial quando um cinegrafista viu um ponto branco no céu, quase do tamanho aparente da lua. Ele usou esse ponto para regular a câmera quando percebeu que o objeto começou a se movimentar. E só aí ele se deu conta de que não era um objeto comum. Esse é o melhor documento técnico que existe”, afirma.
Covo conta que de tudo o que é relatado sobre objetos não identificados, 98% possuem explicação – sendo que, desse percentual, 15% são fraudes e o restante envolve enganos com fenômenos físicos e químicos. Só 2% não têm explicação “e se enquadram naquilo que chamamos de fenômenos ufológicos. Esse vídeo está nesses 2%”.
Com mistério ou não, uma constante para aqueles que param para observar o céu de São Paulo é o sentimento de satisfação. “Dizem que quando a gente morre, passa um filminho da nossa vida na frente dos olhos. Sempre morei em São Paulo, mas tenho certeza de que, quando eu morrer, o meu filme vai ser muito bonito, cheio de belas paisagens”, resume o taxista Portoquá.
Fonte: G1
Sem comentários »Mostras, filmes, música e gastronomia trazem “Israel Contemporâneo” para São Paulo

Promovido anualmente pelo Centro da Cultura Judaica e já consagrado no calendário cultural de São Paulo, o Ciclo Multicultural chega à sua 6ª edição oferecendo à cidade uma intensa programação gratuita de cultura e entretenimento, com filmes, exposições, shows, concertos e workshops.
Idealizado por Yael Steiner, o evento propõe desde sua primeira edição uma integração entre artistas e público em torno de uma temática, promovendo uma verdadeira sinergia cultural. Em 2008, o Ciclo Multicultural segue de 19 a 30 de novembro e traz o tema Israel Contemporâneo, com atividades que abordam a produção artística e cultural israelense.
Nas artes visuais, chega de Paris a exposição Hadassah – Do esboço ao vitral, de Marc Chagall. Pela primeira vez no Brasil, a mostra reúne croquis, desenhos, esboços, maquetes e painéis feitos por Chagall durante a produção dos vitrais para a sinagoga do Centro de Medicina Hadassah, em Jerusalém (Israel). Inspirados nas doze tribos de Israel, as obras figuram entre as mais espetaculares e pessoais do artista.
Também inédita, Jerusalém pela paz vem colocar o tempo presente de Israel ao alcance dos habitantes e visitantes da cidade de São Paulo por meio de fotografias, painéis, slides e
maquetes que fizeram parte da exposição Tesouros da Terra Santa, no MASP. Claudia Proushan mostra o resultado de sua pesquisa fotográfica no norte de Israel com a exposição Luzes da Galiléia, enquanto Ricardo Karman, Amir Admoni e Debora Muszkat expõem seus trabalhos de forma inusitada e original.
Outro destaque da programação é a exibição de produções que integram o panorama de cinema
gay israelense do 16º Festival Mix Brasil. E na área da gastronomia, os gourmets Simone Chevis e Breno Lerner brindam o público com uma série de workshops de delícias israelenses.
Grandes atrações musicais vindas de Israel, como o genial PercaDu, o saxofonista Daniel Zamir e sua Jazz Band, e Hagai Shaham, reconhecido internacionalmente como um dos maiores violinistas da atualidade, darão o tom neste mês de efervescência cultural.
A programação tem entrada franca, mas quem quiser contribuir com o programa Ajuda
Alimentando pode trocar um quilo de alimento não perecível por um ingresso.
6º Ciclo Multicultural Israel Contemporâneo
Centro da Cultura Judaica
Rua Oscar Freire, 2.500 (ao lado da estação de metrô Sumaré)
De 19 a 30 de novembro - Segunda a Sexta-feira das 11hs às 18hs
Evento Gratuito
Fonte: Centro da Cultura Judaica
Sem comentários »Balada Literária

Escritores consagrados como Adélia Prado e Moacyr Scliar encontrarão representantes da nova geração como Cecília Gianetti e Clarah Averbuck em discussões em centros culturais ou mesas de bares do bairro. Segundo o escritor e criador do evento, Marcelino Freire, a idéia da Balada Literária surgiu em 2006 durante a Festa Literária de Paraty. “A gente estava bebendo cerveja long neck na FLIP me deu saudade dos bares da Vila Madalena, então pensei em trazer a festa pra cá”, conta.
Os encontros também homenageiam a escritora e tradutora Tatiana Belinky e o Dia da Consciência Negra. Já o centenário do poeta pernambucano Solano Trindade será lembrado com a exibição do documentário Miró: Poeta, Preto, Pobre e Periférico, de Wilson Freire. Outro destaque será a conversa do escritor Joca Reiners Terron com os quadrinistas Angeli, Laerte e Rafael Grampá.
Entre os novos nomes da literatura nacional no evento, estão Manalton Braff, Beatriz Bracher, Cecilia Giannetti e Cristóvão Tezza – que neste ano já ganhou o Prêmio Jabuti, o Portugal Telecom e o APCA –, que figuram entre os 10 autores que aguardam o resultado do Prêmio São Paulo de Literatura. “A nossa idéia é tirar um pouco o escritor do casulo, colocar a literatura mais próxima da festa, mais longe dos palácios das convenções”, finaliza Freire.
A banda de rock gaúcha Pata de Elefante encerra a Balada no Centro Cultural o_barco no dia 23.
Fonte: Revista Época São Paulo Online
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